“Mercedes (Lília Cabral) é uma mulher moderna, inteligente, pragmática, divertida e super feminina. Por simples curiosidade, ela procura um analista, e o que era para ser uma atividade inocente logo se transforma em uma experiência envolvente, emocionante e devastadora.“ O filme “Divã” é uma agradável surpresa porque é difícil transformar uma excelente peça num filme de qualidade. São linguagens tão diferentes quanto à origem da estória que é um livro famoso de Martha Medeiros.
A sensibilidade do diretor José Alvarenga Jr. em distinguir as mídias é a chave do êxito de “Divã” nas telas porque o filme é genuinamente cinematográfico.
Lilia Cabral brilha como a protagonista analisada que tenta ser feliz como todo mundo com nuances de humor, alegria, emoção e drama na dose certa. Sua cena na janela chuvosa é muito especial.
Os atores rendem muito bem entre diálogos inteligentes e sarcásticos e um roteiro preciso e ágil que correm fluentemente numa trilha sonora deliciosa. Destaques para Alexandra Richter e Paulo Gustavo.
Um filme sem contra-indicações que vale por uma boa sessão de análise.


